Gran-Turismo-6-Logo

A franquia Gran Turismo sempre me atraiu. Lembro bem quando ainda jogava em PC, em meados de 2001, quando após o Mega Drive eu havia desistido de consoles. Meu PC nunca teve configuração top de linha. Naturalmente, os jogos de corrida nunca rodavam a 60fps (quem dera a 30fps).

Quando via Gran Turismo rodando suave como manteiga no Playstation 1, ficava maravilhado e pensava: “Poxa, preciso novamente comprar um console. A grande vantagem é ter um game todo otimizado para a configuração daquele aparelho, sem ter a preocupação de ficar trocando placa de vídeo todo ano”.

E foi o que eu fiz em meados de 2000: comprei o 1º Playstation já usado, com uns 30 jogos. Entre eles, é claro, Gran Turismo. Faltam-me palavras agora pra tentar descrever o que eu senti quando dirigia um Nissan, passei por cima da zebra da pista e senti o controle vibrar. Foi mágico! Naturalmente comprei Gran Turismo 2 na sequência. Depois, já no PS2, tive também as 2 sequências e, no PS3, Gran Turismo 5.

O 6º capítulo da série

Nessa semana foi comemorado o 15º aniversário da franquia Gran Turismo, onde a Polyphony Digital anunciou o 6º game da série, Gran Turismo 6. Muito tem se falado sobre a estratégia da Sony em lançar o game no PS3 ao invés de fazê-lo no PS4, para que o novo console já nasça com um grande título. A princípio faz sentido. Mãs …

A série Gran Turismo é uma das maiores produções já realizadas para um videogame. Equipe de desenvolvimento, licenciamento de veículos, processo de construção das pistas, carros (interior e exterior), tempo de desenvolvimento. Tudo isso faz com que seja necessário um grande orçamento. Naturalmente, um grande investimento precisa de um grane retorno.

O Playstation 4 será lançado até o final desse ano, entre Novembro e Dezembro, segundo a Sony. Seu antecessor, o PS3, possui uma base instalada de aproximadamente 77 milhões de usuários no mundo inteiro. É uma base considerável, certo? É difícil desprezar tanta gente assim quando há muito dinheiro em jogo.

Uma previsão otimista, não levando em conta o novo cenário onde os dispositivos mobile (iOS e Android) tornam-se também plataformas mais que viáveis para a produção de games mais baratos e rentáveis, poderíamos estimar 11 milhões de PS4 vendidos no 1º ano de vida. Previsão, MUITO otimista, é claro.

Esse foi o volume aproximado do 1º de vendas do PS3, levando em conta que todos os anos tiveram exatamente o mesmo volume de vendas, o que não é verdade. Sabemos que todo console leva cerca de 2 a 3 anos pra começar a apresentar bons games e realmente chamarem a atenção do público. Tendo isso em vista, e o cenário mobile, é MUITO provável que o PS4 venda ainda menos no 1º ano de vida.

As razões da Polyphony Digital

Você, caro leitor, há de concordar comigo que a Polyphony Digital deve ter levado isso em consideração, certo? Bem, não só isso. Vamos lá: a transição do PS2 para o PS3 foi uma das mais traumáticas para as softhouses. Isso porque a arquitetura interna do PS3 sempre foi conhecida por ser complicadíssima de programar. A Sony, extremamente megalomaníaca, se aliou à Toshiba e à IBM para projetar o mítico microprocessador Cell, famoso pelos 7 núcleos de apoio em sua composição. A idéia era lançar um microprocessador que tivesse esses núcleos para não o sobrecarregarem, sendo que cada um deles seria responsável por uma atividade diferente.

O plano até funcionou. O problema é que para programar games complexos levando em conta toda essa arquitetura e variantes, os desenvolvedores levaram muito, mas muito tempo para começar a dominar a arte de programar para o Playstation 3. O resultado disso foram jogos que não utilizavam nem a metade do real potencial do console. Muito disso pôde ser visto em jogos multi-plataforma, onde a versão do jogo para Xbox 360 geralmente era superior a do console da Sony.

Hoje isso é menos comum, mas ainda acontece por um motivo muito simples: o console da Microsoft, por ser muito mais fácil de programar, exige menos tempo de desenvolvimento. E menos tempo de desenvolvimento significa equipes mais enxutas, custo menor. É por essa razão que a maioria dos jogos multi-plataforma são desenvolvimentos tendo em mente o hardware do Xbox 360 e o PS3 recebe o port dessa versão. Como dito, todo esse processo é bastante otimizado hoje em dia e, dependendo da produtora, as versões entre os 2 consoles são praticamente idênticas. Os devs, em geral, também já aprenderam a domar muito bem a máquina da Sony, sabendo como otimizar processos e extrair todo o potencial da máquina.

Aí chegamos em Gran Turismo 6 e novamente na razão pela qual a Polyphony resolveu lançar o jogo no PS3 e não no Ps4. Como o hardware do PS3 tornou-se mais amigável com o tempo, a atual engine de Gran Turismo possivelmente está toda otimizada para rodar no PS3 em toda a sua glória. Foi notável o esforço e as dificuldades da equipe ao lançar Gran Turismo 5, em 2010. Para a Polyphony, que lançava seu 1º game na geração atual, a máquina da Sony ainda era uma incógnita, fazendo com que o game fosse adiado muitas vezes (fato que chegou a tornar-se motivo de piada).

Quando o game finalmente foi lançado, após um hype descomunal, logicamente houve decepção. Em parte pela mega expectativa criada e também por falhas graves contidas na versão de lançamento: menus muito pouco intuitivos, tempo de carregamento entre telas fora do comum, várias pistas e carros importados da versão PS2, problemas de framerate e screen tearing (principalmente durante as chuvas), baixa resolução no reflexo das sombras nos carros e por aí vai. Tais falhas fizeram com que a Polyphony continuasse a aperfeiçoar através de DLCs durante os próximos 3 anos.

Assim que GT5 foi lançado, foi anunciado que GT6 havia entrado em produção. O que me parece é que Gran Turismo 6 na realidade será o Gran Turismo 5 que todos sonhavam, já que a produtora teve tempo o suficiente pra conhecer profundamente o hardware do PS3 e otimizar a engine para extrair o máximo do console. Levando tudo isso em consideração, construir uma engine completamente nova para o PS4 levaria muito tempo e o hiato entre GT5 e GT6 poderia ser longo demais. Principalmente agora, que a série enfrenta a poderosa concorrência de Forza Motorsport, da Microsoft.

Enfim, GT6 será o melhor da série?

Há muitas chances de Gran Turismo 6 ser o melhor jogo de corrida já lançado para um console de videogame. A quantidade de carros será imensa e possivelmente todos terão visual interior completo, já que houve a atualização Spec 2.0, que criou o interior de todos os carros, mesmo que sem os detalhes. Já foi anunciado que a engine do game foi aperfeiçoada e o console irá renderizar todos os carros e cenários de maneira superior ao game anterior. Também foi anunciado um aperfeiçoamento da física do jogo, além da diminuição dos tempos de carregamento entre telas.

Os mais de 70 milhões de donos de PS3, incluindo esse que voz escreve, aguardarão ávidos por Gran Turismo 6. Todos esperam algo próximo da perfeição. Todo o cenário conspira pra que isso aconteça. Não é a toa que a Polyphony já declarou que uma versão de GT6 será lançada, futuramente, pra Playstation 4. Se isso realmente acontecer, será a 1ª vez que o mesmo Gran Turismo terá versão pra 2 consoles diferentes.

Será GT6 um produto tão bom que a Sony lançará uma versão revisada e otimizada para PS4 ao invés de lançar Gran Turismo 7? Possivelmente, já que GT6 vai precisar segurar a ira do próximo Forza Motorsport, que deverá vir com tudo no “Xbox 720″

“Gentleman, start your engines” (Daytona USA – SEGA)

 

Hemlock-Grove-Poster

Hemlock Grove, série exibida exclusivamente no Netflix desde 19/04 estava ontem, Domingo (21/04)  no 2° lugar no “Trending” do GetGlue, a frente de Game of Thrones e várias outras séries de grande expressão.

Mas por que isso importa? Vamos lá: os Trending Topics (ou Trending Shows) são o ranking que o app mobile GetGlue utiliza para apontar os seriados/filmes/eventos/shows mais assistidos no mundo naquele momento. Sim, o resultado não chega a ter uma relação direta com audiência global, mas mede quem dá checkin no que está assistindo através do app.

Por aí já da pra ter uma bela ideia do tamanho do business que é o streaming de filmes do Netflix nos EUA. O streaming de música também já é realidade há algum tempo com o Spotify e o Rdio no Brasil e deve ter um boom maior ainda com o lançamento do provável iRadio da Apple, que deve fazer com que o iTunes inicie uma trajetória de queda no que diz respeito ao download de músicas.

Próximo passo? Streaming de games em 2014 através do PS4 e provavelmente também com o novo Xbox. Já no Brasil, ainda deve demorar já que a Internet por aqui é, digamos, bem … você sabe.

Mas quem sabe, com a Copa por aqui no ano que vem…

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Esse post está aqui por 2 nobres motivos:

1. Ajudar a campanha da Cruz Vermelha, saiba mais aqui ou clicando na bolsa de sangue aí em cima, ao lado do vídeo.

2. Aproveitar o tempo que leva para o sangue “ser doado” com o clipe da incrível The Stars (Are Out Tonight), do novo (sensacional) álbum do camaleão do Rock, Mr. David Bowie.

Sem mais.

#doeexemplo

 

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playstation

“See the Future”. Assim postou a Sony agora há pouco no Twitter e Facebook. Acompanharam o texto o banner acima com a data de 20 e Fevereiro, às 18h e um vídeo teaser com os 4 símbolos queridos e tradicionais do Playstation: o quadrado, o círculo, o triângulo e o X. Um teaser do aguardado Playstation 4? Assista a ele logo abaixo.

Sem pensar em nada, sim esse seria o anúncio mais óbvio a ser feito pela empresa japonesa que arde uma crise sem precedentes. Antecipar o anúncio do novo console é uma forma de fazer com que as ações se valorizem de alguma maneira. Digo antecipar porque há poucos dias, Kazuo Hirai, presidente da Sony e ex-CEO da Sony Computer Entertainment, unidade dedicada à família Playstation, revelou que a empresa “deixaria” a Microsoft revelar o próximo Xbox primeiro.

A desculpa seria analisar as especificações técnicas e lançar um console superior tecnicamente. Essa estratégia já se propou não muito eficaz na ocasião de lançamento do Xbox 360, quando a Sony aguardou mais 1 ano para então colocar no mercado o PS3, teoricamente superior ao Xbox 360. Mas, na prática sabemos que a tal superioridade nunca chegou a ser plenamente comprovada. Mas isso é outro chopp, outra batatinha.

O fato é que, por algumas razões que irei enumerar, não estou plenamente convencido que a Sony irá anunciar o PS4 no dia 20 de Fevereiro. Vamos a elas:

1. A Sony planeja excelentes títulos exclusivos para o PS3 ainda esse ano. Anunciar o novo console já em Fevereiro, colocaria em cheque a palavra do presidente da empresa na entrevista concedida há poucos dias. Anunciar e lançar o novo console ainda esse ano, como sugerem algumas fontes, seria ainda pior, já que The Last of Us e Beyond: Two Souls, dois dos títulos exclusivos mais aguardados pelos donos de PS3 mundo afora, faria com que o lançamento deles fosse totalmente ofuscado. A Naughty Dog e a Quantic Dream, 2 dos melhores estúdios de desenvolvimento da Sony, não estariam planejando coisas grandiosas sabendo que a Sony lançaria um novo console ainda esse ano. Sem contar o adiamento de GTA V, anunciado hoje pela Rockstar, que ficou com lançamento agendado para o mês de Dezembro. Alguém acredita MESMO que eles adiariam o game para o Q3, podendo colidir com o lançamento de algum console novo esse ano? Sem falar de vários outros grandes lançamentos programados para esse ano, é claro.

2. A compra do Gaikai em 2012. O Gaikai é um dos maiores serviços de games via nuvem com transmissão via streaming. Na E3 de 2012 haviam fortes rumores que apontavam para a revelação de algo revolucionário atrelado a esse serviço. A Sony iria disponibilizar games via streaming para donos de Playstation? Essa pergunta não foi respondida na E3 do ano passado. E essa bola segue quicando. Talvez, no próximo dia 20, o tal “futuro” que a Sony quer nos mostrar não esteja ligado a um novo console, mas sim a uma nova forma de consumir games.

3. E o BigFest? A Son registrou essa semana um serviço chamado “BigFest”. Rumores já apontam que esse serviço irá substituir a atual e malfadada Playstation Home. NAsce aí uma nova forma de interação com outros games mundo afora?   O BigFest seria o anúncio de algo realmente revolucionário? Ou será apenas o novo nome da Playstation Home, que fará parte do PS4?

Bem, tenho pra mim que esses 3 motivos são fortes o suficiente para, pelo menos, me deixar com dúvidas com relação a esse anúncio do próximo dia 20. Não creio que seja tão óbvio o anúncio do PS4 nesse dia. O que eu acredito? Para o dia 20 arrisco um evento onde a empresa japonesa irá anunciar um novo serviço voltato para toda a família Playstation + novos games que serão lançados – mas ainda não foram anunciados – para PS3 e PSVita ainda nesse ano.

Acredito ainda em um anúncio do PS4 nesse ano, com lançamento em algum  momento de 2014. Mas essas são apenas especulações desse escriba apaixonado pela Sony e pela família Playstation.

 

 

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O lançamento do Graph Search (Busca Social aqui no BR), vai te deixar ainda mais nú no Facebook.

Com ele será possível encontrar pessoas que assistiram o mesmo filme que você hoje, ou na última semana, ano e assim por diante. Para os solteiros de plantão, vai ser possível encontrar  garotas também solteiras que gostam de Star Wars, de comer no Outback e são fãs de Los Hermanos, por exemplo.

O Facebook vai passar a oferecer ferramentas semelhantes aquelas disponíveis em sites de encontro. Quando o Open Graph (não confundir com o Graph Search anunciado essa semana) foi anunciado, já era claro que serviria basicamente pra reunir ainda mais informações sobre você: os lugares que você frequenta, os filmes que assiste, o que você come. Ainda não testei o Graph Search, já que ainda está restrito para alguns poucos usuários, mas creio que será gerada uma pequena confusão inicial.

Imagine por exemplo que no Netflix: você começou a assistir Crepúsculo apenas para rir de algumas cenas, caso não seja um apreciador da franquia, como eu. Ou ainda, que selecionou um artista de Serranejo Universitário no Rdio só pra tentar entender por que o gênero faz tanto sucesso. Netflix e Rdio são dois exemplos de aplicações sincronizadas com o Open Graph do Facebook, que é a matéria prima principal para o Graph Search. Isso quer dizer que todos os filmes que você assiste no Netflix (exceto os que você opta por não compartilhar) e as músicas que escuta no Rdio, vão parar no banco de dados do Open Graph do Facebook.

Esses dados, é claro, são postados na sua timeline e ficam visíveis pra todos os seus amigos. Ou seja, aparentemente, como a ferramenta irá permitir que você faça buscas por afinidades diversas, é possível que você apareça na busca de alguém que esteja procurando por fãs de Crepúsculo que escutam Sertanejo Universitário. Já imaginou?

Resumo da ópera: sua personalidade agora ficará mais evidente que nunca. Logo menos, mais e mais serviços serão integrados ao Open Graph e servirão para abastecer ainda mais o Graph Search. Praticamente tudo que você ouvir, assistir, comprar, será classificado  e dado como resultado em uma busca feita por uma pessoa que nem te conhece. O Open Graph não tem limites, vai integrar mais e mais serviços. Por essa razão, falar de privacidade no Facebook é algo que soa desconexo. Gerenciar bem a sua conta e mantê-la segura é a grande jogada.

O Facebook já deixou de ser puramente uma rede social e tornou-se uma empresa de dados. Se a empresa se mantiver saudável e rentável nos próximos anos e continuar sendo o grande centro de tudo, seria um exagero afirmar que seu RG, seu cartão de crédito e vários outros documentos poderão ser integrados ao Facebook? Enfim, o real motivo desse post é chamar a atenção para a sua personalidade.

Lembre-se que a Busca Social agora irá te classificar por afinidade juntamente com diversas outras pessoas. E isso pode ser muito bom se você está querendo expor algo em que é especialista, especialmente levando-se em conta que esse novo recurso deverá passar por refinamento e otimização ao longo dos próximos meses. Mas também pode ser ruim, já que isso também será um prato cheio para stalkers de plantão.