É impressionante como nos últimos 3 anos as redes sociais tem dado um foco cada vez maior em fotos. É cada vez menos texto e mais imagem. Imagem é tudo? Bem, somos todos gratos ao fato de o Facebook finalmente ter aumentado o tamanho das fotos na timeline no ano passado. E também somos gratos ao Google+ por também dar grande ênfase a elas, disponibilizando até uma ferramenta que facilita a criação de “gifs animados”.
Recentemente as fotos postadas no Instagram e compartilhadas automaticamente no Facebook, também começaram a ser exibidas em tamanho maior. Tudo isso não está acontecendo a toa. Estamos cada vez mais utilizando menos texto e cada vez mais imagens para nos comunicarmos através das redes sociais. Histórias vem sendo contadas com mais frequência apenas utilizando imagens. É o que vem sendo chamado de Imagetelling.
A chegada de novas redes sociais buscando atender a essa tendência é grande e na sequência seguem alguns exemplos de algumas já estabelecidas dentro desse conceito e algumas novidades para ficarmos antenados em 2012. Os números não negam. Fotos são o novo caracter. Vamos a eles:
TUMBLR: só no ano passado, o tumblr cresceu 900%, saltando de 10 milhões de visitas únicas/mês em 2010 para 90 milhões em 2011. Nós brasileiros, ocupamos o 2º lugar no ranking de visitas únicas. Porém, o 1º lugar pertence aos EUA, que detém 42,3% desse volume. A 2ª posição do Brasil fica com apenas 9,46% desse fluxo. É uma posição memorável, pois estamos a frente do Reino Unido e de vários outros países engajados em redes sociais.
Memes e gifs animados tem inundado a timeline do tumblr, que conta com a facilidade do “reblog” para compartilhamento de conteúdo. Outro dado interessante é que a ferramenta ultrapassou o wordpress em número de blogs, ou seja, 20,9 milhões de blogs contra 20,8 milhões do wordpress. Vale acrescentar que esse número do WordPress só contabiliza blogs com domínio wordpress.com. Sendo assim, inúmeros sites e blogs como este que você está lendo, fiquem fora dessa contagem.
- Pinterest: crescimento de 4.000% em visitas únicas. O Pinterest é a maior promessa para 2012.
PINTEREST: costumo ver o Pinterest de 3 formas: uma como um Tumblr em forma de cascata, onde você consegue segmentar melhor seus interesses e processar mais informação por segundo, outra como um 4chan mais organizado e mais bonito e outra como mais um grande roteador de conteúdo. Talvez até como um novo Delicious, só que baseado em imagens. O pinterest é uma rede social fácil de usar.
Você entra e já se depara com várias imagens em sua timeline, podendo “repinar” (semelhante ao ‘reblog’ e ao ‘retweet’) as que mais gostar com seus seguidores. O mais interessante do Pinterest é você poder seguir não somente pessoas, mas ‘boards’. Esses boards são semelhantes ao ‘Circles’ do Google+. Só que aqui a coisa é mais interessante, já que todo o contéudo se baseia em imagem. Você pode seguir boards de tecnologia, comida, saúde, games, filmes e por aí vai. O Pinterest a meu ver é exatamente o oposto do Instagram em termos de fotografia.
O Instagram está para a criação enquanto que o Pinterest para o compartilhamento. Não há muita gente compartilhando fotos de própria autoria. Muito pelo contrário. Prevalecem perfis que “repinam” com frequência fotos de outros e um grande volume de usuários que compartilha notícias de portais, blogs e tumblrs mundo afora. O pinterest oferece um botão chamado “pin it”, onde o usuário pode adicioná-lo na barra de favoritos do browser.
Assim que visualiza uma imagem interessante, é só clicar no botão para que ela seja compartilhada automaticamente no Pinterest, juntamente com o link da notícia. Esse último fator tem agradado bastante portais, blogs e tumblrs, uma vez que grande parte do fluxo do Pinterest também é enviado de volta para esses canais. Para você ter uma idéia da importância do Pinterest, nos últimos 6 meses ele cresceu 4.000% nos EUA, atingindo 400 milhões de visitantes únicos.
INSTAGRAM: usuários de iOS já estão bem acostumados a fazer parte do Instagram, que já ultrapassou 15 milhões de usuários e está a caminho do Android. Assim que chegar ao sistema mobile da Google, esse número deverá crescer ainda mais e de forma mais acelerada. O Instagram possui múmeros mais modestos se comparado à redes sociais com versão para desktop, já que ele funciona essencialmente mobile.
Com a chegada de Barack Obama e tantas marcas ao Instagram, tenho percebido que a rede vem se transformando em um microblog, assim como o Tumblr sempre foi. Porém, é crescente também o número de posts com textos maiores, se aproximando do formato blog. A vantagem é que no Instagram tudo é rápido, simples e elegante. A essência dele é a criação, já que possui uma diversidade de filtros bastante interessante. Outro fator que incentiva a criação é não haver a possibilidade de compartilhar fotos de outros usuários. No Instagram as imagens seguem falando muito mais que os caracteres.
PATH: talvez o Path seja a rede social mais diversificada das que cito aqui. Assim como o Instagram, o Path é uma rede social essencialmente mobile, não possuindo uma versão desktop. Através dele é possivel compartilhar a música que você está ouvindo no smartphone, onde você está, a hora que vai dormir e acorda, e finalmente compartilhar seus pensamentos com amigos.
Em minha humilde opinião, o Path é o app mais belo que já vi. A rede social é extremamente intuitiva com relação ao seu uso e tudo é muito bem desenhado. Há apenas um botão lá dentro, que ao tocado, faz expandir outros 6. Esses botões não exibem texto, somente imagem. O Path está entre essas redes sociais que estou falando porque a maioria do conteúdo que tem sido compartilhado por lá são fotos, já que de forma semelhante ao Instagram, ele também possui filtros de imagem.
Digamos que ele é um Instagram com funcionalidades de Facebook, tirando o fato de ter a proposta de ser uma rede social focada em amigos/pessoas próximas e não em conhecidos. Por essa razão o Path é limitado em 150 amigos por usuários.
Como a rede ainda está em faze de crescimento, grande parte do conteúdo que se vê na timeline se resume a pessoas dormindo/acordando e gente adicionando novos contatos. Nas últimas semanas o Path cresceu cerca de 800%, saltando de 30 mil para 250 mil usuários. Dá uma olhada no vídeo sobre as funcionalidades do Path aí embaixo e veja como ele é lindo:
KINOTOPIC: outro app exclusivamente mobile. Foi lançado há questão de dias em versão FREE mas logo tornou-se um app pago.
Por essa razão, não acredito que ele se torne muito popular. Não pelo preço (apenas 99 centavos de dólar) mas pelo fato de que cobrar para ter acesso a uma rede social ainda não é algo muito bem-vindo.
Pode ser que isso mude e o Kinotopic pode estar aí para provar isso. O Kinotopic é outro app muito bem desenhado. Porém, não chega a ser tão intuitivo para marinheiros de 1ª viagem.
Ele é baseado na criação de gifs animados. Você grava um mini vídeo de até 4 segundos e aí seleciona a área que você quer manter animada.
Aparentemente parece simples mas ao usar o app e publicar a 1ª foto animada você vai perceber que é preciso treinar um pouco para que fique satisfeito com o resultado final.
Eu já tenho cadastro em todas essas redes, pois trabalho com isso e preciso frequentemente avaliar quando uma rede é ou não relevante para uma marca que deseja iniciar um relacionamento com a base de usuários.
O mais engraçado é que desde o início do texto defendi a idéia de que as imagens são os novos caracteres, não é mesmo? No entanto escrevi um texto longo com muito mais caracteres que imagens. Ou seja, nem tudo é 8 ou 80 :)
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Assisti a uma sessão de pré-estréia de 2 Coelhos e não poderia deixar de comentar sobre a estréia nacional do ano. Nos cinemas deste a última sexta-feira (20 de janeiro), o filme não apenas trouxe novas espectativas para o cinema brasileiro, mas também já as superou. Com uma trama instigante em que nada é o que parece ser, o filme marca a estreia de Afonso Poyart na direção.
O filme é uma produção totalmente nacional da Black Maria em parceria com a Imagem Filmes, esta que no ano passado, além de trazer ao Brasil alguns títulos internacionais, lançou por aqui alguns sucessos como Bruna Surfistinha (com Deborah Secco) e O Palhaço (com Selton Mello). A produção traz um visual inovador no cinema nacional e conta em seu elenco com Alessandra Negrini (Os Desafinados), Caco Ciocler (Olga), Fernando Alves Pinto (Nosso Lar), Thaide (Caixa Dois), Marat Descartes (Trabalhar Cansa), Thogun (Bruna Surfistinha) e Neco Villa Lobos (Meu Nome Não é Johnny).
“Edgar (Fernando Alves Pinto) encontra-se na mesma situação que a maioria dos brasileiros, espremido entre a criminalidade, que age impunemente, e a maioria do poder público, que só age com o auxilio da corrupção. Cansado de ser vítima desta situação, ele resolve fazer justiça com as próprias mãos e elabora um plano que colocará os criminosos em rota de colisão com políticos gananciosos. Na medida que o plano de Edgar é executado, descobrimos pouco a pouco suas reais intenções e sua história, marcada por um terrível acidente e um amor que ele jamais esqueceu. 2 Coelhos é um enigmático suspense de ação onde cada minuto vale mais que todo o passado.”
Para os gamers, o filme traz uma surpresa, já que parte da locação foi simulada em ambiente virtual, sendo alguns momentos em alusão ao game GTA. Além de o personagem principal ser um cara ligado em tecnologia, games e gadgets. Imperdível.
Visite o hotsite, fanpage no Facebook e assista ao spot de tv:
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Ao ver o quadro O Grito (Skrik), obra do artista norueguês Edvard Munch, você chegou a imaginar como seria a tradicional pintura em formato de animação? Nem eu.
Pior: chegou a imaginar essa animação ao som de Pink Floyd? Duvido. Quanto a pintura? Bem, se você ainda não a viu, muito provavelmente vive em um universo paralelo onde não há paredes onde seja possível pendurar quadros :)
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Não, eu não poderia deixar de falar sobre o retorno do Van Halen com David Lee Roth. Juntamente com Red Hot Chili Peppers (anos 90) e Ramones, o Van Halen sempre foi uma das minhas bandas de coração. A fase Van “Hagar”, com Sammy Hagar nos vocais deixou a banda com uma roupagem mais POP em alguns momentos.
Com uma voz mais potente e dramática que a de David Lee Roth, Sammy emplacou grandes hits e escreveu uma grande história com o VH. Mas foi com David Lee Roth, que deixou a banda em 1984, que a banda produziu seu melhor material, exercendo ali o auge de sua criatividade.
E agora toda essa expectativa retorna, com o lançamento do novo álbum do Van Halen em 7 de Fevereiro, intitulado “A Different Kind of Truth”. Será o 1º álbum de inéditas do VH em 14 anos e o primeiro disco com David Lee Roth desde ’1984′, lançado em 1983. O 1º single “Tattoo” (confira o clipe logo abaixo) é excelente e entrega tudo que os fãs esperavam. Só é sentida a presença de Michael Anthony, baixista original da banda e responsável pelos característicos backing vocals agudos.
Nessa semana os caras fizeram um show no Cafe Wha? exclusivo para jornalistas e convidados especiais. Dá um play e assiste de camarote as clássicas You Really Got Me e Running With the Devil.
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Falar sobre a indústria dos games já foi mais fácil. Nas décadas de 80/90 a briga era entre Sega x Nintendo. Era simples. Haviam os portáteis (Game Boy e Game Gear, ambos das mesmas empresas respectivamente) e era fácil prever os próximos movimentos dessas empresas.
Agora temos os smartphones, que há muito deixaram de ser apenas celulares com funções extras para se tornarem verdadeiras plataformas de games. Sem falar nos tablets, que são ainda mais competentes quando o assunto é jogar. Esses dispositivos que fazem uso principalmente de sistemas como o iOS da Apple e o Android do Google, têm fragmentado de forma ampla toda essa indústria.
Hoje, as principais plataformas de games são: consoles (PS3, 360, Wii), portáteis (NintendoDS, PSP, PsVita) e as novas estrelas que atendem pelos nomes: iPhone, iPod, iPad e smartphones e tablets dotados do sistema Android. Esses últimos têm evoluído em uma velocidade absurdamente assustadora. Se há 2 ou 3 anos não enxergávamos a possibilidade de se igualarem a consoles de mesa, hoje já conseguimos ver esse horizonte, principalmente com o lançamento de um dos maiores hits dessa indústria para dispositivos iOS e Android: Gran Theft Auto III. Sem falar, é claro, de games como Infinity Blade I e II, Real Racing 2 e tantos outros.
Mas vou me ater a GTA III apenas, que é o 1º game realmente complexo produzido para consoles a ser convertido de forma fiel e magistral para esses novos dispositivos. É inacreditável pensar que para jogarmos GTA III era necessário ter um console de mesa. O game, lançado originalmente em Outubro de 2001 para o saudoso PlayStation 2, tornou a série uma lenda. Era a 1ª vez que podíamos decidir o que fazer em um game de forma simples e totalmente inovadora, sem limite de tempo e “quase” sem limite de espaço (pelo menos era essa a impressão na época).
Tudo bem que o game já tem 10 anos de idade e seus gráficos hoje são datados. Mas alguém imaginava que veríamos ele rodando em um telefone celular? Claro que não. E não é só isso. O game roda sem solavancos, tudo é muito suave e a experiência é exatamente a mesma daquela disponível na época. Não é uma adaptação de um game de console para celular. É exatamente o mesmo jogo rodando em um dispositivo que cabe no seu bolso.
Confesso ser um verdadeiro apaixonado pela indústria de games e nunca achei que realmente fosse jogar um game como Heavy Rain, que é a experiência mais próxima de um filme que alguém pode ter em frente a TV através de um PlayStation 3. Mas vamos falar um pouco do atual momento da indústria.
Ainda em Dezembro de 2011, a Sony lançou o PsVita, uma resposta ao NintendoDS. A Nintendo sempre dominou o mercado de portáteis, desde a época do GameBoy. Esse mercado sempre abrigou um concorrente, que sempre foi a Sony. Mas, com a ascensão dos smartphones e tablets, o mercado de portáteis tem dado fortes sinais de que diminuiu muito. O próprio NintendoDS, logo que foi lançado, patinou feio nas vendas, resultando em cortes de salários dentro da Nintendo, demissões e outros problemas.
No mês passado, com o lançamento do PsVita, a Sony se viu diante dos mesmos problemas enfrentados pela Nintendo e até agora não deu sinais de que ele será uma plataforma rentável para a Sony. Com smartphones que fazem quase o mesmo que os atuais portáteis no mercado, por que as pessoas deverão comprar esses portáteis? Há algum tempo não tenho conseguido responder a esta pergunta. Aliás, lançamentos conturbados tem acompanhado a Sony desde o lançamento do PS3, que quase saiu de linha em seu 1º ano de vida, também por problemas ligados a vendas.
Mas tudo bem. Tudo acaba se ajustando com o tempo. Investidores aparecem daqui, preços caem ali, uma franquia nova a exclusiva é lançada ali e as coisas começam a funcionar e o mercado volta a caminhar, como sempre. Mas o que realmente me fez escrever sobre tudo isso foi um artigo da @samegui, intitulado “Convergência no cinema – ou por que o videogame será o novo cinema”. O texto me provocou bastante e me deixou excitado com relação as possibilidades que essa industria esta começando a encarar. Aonde o namoro entre videogames e cinema vai parar?
Bem, esse namoro ficou ainda mais intenso em 2011. Cada vez mais nos deparamos com games mega produzidos, que contratam grandes roteiristas, diretores artísticos, diretores de produção, dubladores. São utilizados atores reais para captar movimentos de personagens. O game L.A. Noite, lançado pela Rockstar no ano passado introduziu uma nova técnica revolucionária, tornando os movimentos muito mais naturais. E o que dizer da franquia Modern Warfare? O último game da série, Modern Warfare 3, fez mais dinheiro que as franquia “O Senhor dos Anéis” e “Avatar” em somente 1 semana!
E Elder of Scrolls V: Skyrim, que ganhou o prêmio de melhor jogo de 2011? Não foi a toa. Além de possuir um dos maiores trabalhos de dublagens e direção artística, o game conta com um mundo imersivo sem igual, onde podemos viver quase uma realidade paralela. Aliás, já é possível obter um grau de imersão maior que o cinema através de um game. Há roteiros cada vez mais complexos e histórias cheias de reviravoltas, como a série Uncharted, onde muitos defenderam que o roteiro de um dos games da série deveria ter sido o script do último filme da série Indiana Jones.
Francamente, creio que cada vez mais teremos “jogos-evento”, com orçamentos milionários, que se assemelham e causam tanto ou até mais impacto que determinados filmes. Mas, com a entrada dos tablets e smartphones na jogada, fica difícil imaginar como irão reagir os portáteis. Em minha humilde opinião, eles darão espaço a iPads e iPhones e dispositivos rodando o sistema Android. A Nintendo fatalmente se verá obrigada a adaptar Mário e Zelda para essas plataformas, assim como fez a SEGA quando percebeu que não conseguia mais se sustentar como fabricante de console, tendo que adaptar Sonic e vários de seus outros clássicos para outras plataformas. Tudo é questão de sobrevivência, mesmo o presidente da Nintendo tendo negado recentemente que isso nunca irá acontecer.
A publicidade também vê que esse mercado começa a se tornar ainda mais atrativo com todas essas possibilidades. As redes Xbox Live! e PSN tem mostrado que são verdadeiras plataformas de alto fluxo de pessoas dos mais variados perfis. Recentemente a Live! começou a abrir espaço para publicidade de forma mais ampla. Até o lançamento de games está mudando. Através dessas redes, além de podermos baixar jogos ao invés de comprar a mídia física, os próprios desenvolvedores agora conseguem melhorar periodicamente os jogos já lançados, corrigindo bugs e adicionando novas fases, personagens, modalidades. É o famoso DLC (Downloaded Content), que abriu novas possibilidades de rentabilizar um lançamento.
A indústria da TV, do cinema e dos games, por funcionarem exclusivamente através de telas, já vem dando sinais de convergência há algum tempo. Não conseguimos mais assistir TV e nem assistir a um filme ou programa, sem estar com o Twitter ou o Facebook na palma das nossas mãos. Queremos contar para os outros o que estamos fazendo. O Netflix, sistema de filmes via streaming, já atualiza automaticamente seu Facebook e diz para todo mundo qual filme você está assistindo. A rede social ImGame, recém lançada para dispositivos iOS, permite que jogadores do mundo inteiro compartilhem que jogo estão jogando. E dentro do próprio app há a disputa de um jogo a parte, já que quanto mais se joga, mais pontos você ganha dentro da própria rede.
É um novo mundo virtual infinito, onde tudo é gameficado. O nível de processamento atingido pelos mais recentes smartphones tem possibilitado que tudo isso aconteça. Sem falar nos rumores sobre o lançamento do Playstation 4 e do novo Xbox. Será que teremos apenas uma evolução de hardware, sem levar em conta todo esse novo mundo virtual integrado? As redes Live! e PSN continuarão servindo apenas para mediar encontros para tiroteios entre times de amigos? Sim, é possível comprar games, baixar demos. Mas com todo esse novo universo de possibilidade, essas novas redes continuarão desempenhando o mesmo papel que desempenharam nos últimos 5 anos? Não, é certo que não. Tanto que o os smartphones dotados do sistema operacional WP7 (Windows Phone 7) já possuem algum nível de integração com a Live! da Microsoft. Já imaginou jogar online via smartphone com um amigo seu que está jogando o mesmo game no Xbox? Certamente será possível em um futuro próximo.
Falando em cinema, como já citei no início desse texto, Heavy Rain foi até agora a experiência mais próxima do que considero integração entre game e cinema. O roteiro magistral, conduz o jogador a solucionar o mistério que envolve a morte de crianças em uma cidade onde a chuva é constante. A única pista deixada pelo assassino são os Origamis no local da cena do crime. Em vários momentos é possível confundir as imagens geradas na tela pelo PS3 com um thriller de cinema dos bons.
O futuro, aquele que antigamente costumava chegar somente depois de uma década, hoje chega mais cedo do que imaginávamos e fica até difícil chamar de futuro, já que chega a ser uma questão de 3 ou 4 anos quando estamos falando da indústria de entretenimento e tecnologia. A viagem até ele tem sido magnífica e excitante, tanto que desde os 7 anos venho acompanhando de camarote essa verdadeira maratona :)






























